Auditório Nossa Senhora Auxiliadora, Encerramento de Simpósio, 19 de julho de 1991 – Sexta-feira
A D V E R T Ê N C I A
O presente texto é adaptação de transcrição de gravação de conferência do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira a sócios e cooperadores da TFP, mantendo portanto o estilo verbal, e não foi revisto pelo autor.
Se o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira estivesse entre nós, certamente pediria que se colocasse explícita menção a sua filial disposição de retificar qualquer discrepância em relação ao Magistério tradicional da Igreja. É o que fazemos aqui constar, com suas próprias palavras, como homenagem a tão belo e constante estado de espírito:
“Católico apostólico romano, o autor deste texto se submete com filial ardor ao ensinamento tradicional da Santa Igreja. Se, no entanto, por lapso, algo nele ocorra que não esteja conforme àquele ensinamento, desde já e categoricamente o rejeita”.
As palavras “Revolução” e “Contra-Revolução”, são aqui empregadas no sentido que lhes dá o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira em seu livro “Revolução e Contra-Revolução“, cuja primeira edição foi publicada no Nº 100 de “Catolicismo”, em abril de 1959.
[É apresentada uma peça de teatro sobre o desejo de felicidade. Pedido para falar sobre as armadilhas que aparecem na vida de um jovem]
Meu caro, são tantas as armadilhas, de tantos modos e jeitos que, creio, seria parecido um simpósio inteiro apenas para enumerá-las e denunciá-las adequadamente. Evidentemente, nosso tempo não dá para isso, e teremos que tomar as principais armadilhas.
* O otimismo
Qual é a principal delas? Principal, no sentido de que se apresentam primeiro ao jovem, principal porque ela é rodeada pela aprovação, entusiasmo e estímulos de todo o ambiente que cerca o homem: é a armadilha do otimismo. Exatamente, mal de que não padecia esse jovem servente de bar que, com tanta ênfase, proclamou a sua procura de um caminho que encontrava [referindo-se à peça teatral apresentada no início, n.d.c.]. Acabou achando-o, quando dois novíssimos o levaram para o Êremo de Amparo de Nossa Senhora.
Há um princípio subconsciente no homem, mas que atua sobre ele profundamente. Poder-se-ia enunciá-lo da seguinte maneira: quando algo dá certo é o primeiro passo para uma porção de outras que darão certo também. Quando dá algo errado, cuidado: poderá ser o primeiro passo para uma séria de fatos que poderão dar errado também.
Por causa disso, o jovem da idade dos senhores sente, em si mesmo, que está dando tudo certo: sente sua saúde, sente sua vitalidade, sente uma porção de aptidões estuantes, prontas a desabrochar e a conquistar espaço, galgar alturas. Sente que vale um colosso e mais do que aqueles que são de sua própria idade. Pelo menos, assim o imagina. Os outros que o rodeiam não percebem seu valor, enquanto ele sim, percebe-o. Dia chegará em que ele será um colosso. Por causa disso, a vida se apresenta a ele muito agradável, cheia de prazeres no momento, de êxitos no futuro, de uma sucessão de coisas boas. Trata-se então de ser alegre, aproveitar a vida, ser despreocupado e não pensar, porque as boas circunstâncias virão. Assim, se alçará voo qual pássaro que atravessa os ares.
Tenho a certeza de que isso se deu com os Srs. uma porção de vezes na vida. Deu-se comigo, quando era menino, ao ver um pássaro, um pombo ou outra ave qualquer levantar voo perto da gente. Porque é tão agradável segurar. É tão agradável levantar voo, ir embora: “Eu vou com você! E se não for com você, você não irá sem mim. Eu agarro-te. Ou tu me levas, ou eu te seguro! Essa sua capacidade de voar, eu queria ter. Queria subir a altas penedias, a altos pontos de inspeção e – consideração da vida – a alto poder, a alto prazer, a alto prestígio, a alta fortuna sobretudo.
“Quereria ser – dizia-o um dos frequentadores do bar [da peça teatral] – diretor do Chase Manahattan Bank, gerente-geral do City Bank, ou seja, das culminâncias da vida bancária, a qual é um auge da vida moderna. Queria ser tudo isso!” – pensa o jovem.
“Isto virá! No momento, deixem divertir-me. Deixa-me não estudar, não fazer esforço, prestar atenção nas coisas fáceis, nas quais o espírito se detém agradavelmente. Deixem-me amolecer em tudo quanto à de divertido na minha idade, porque ela é de prazer. Se me divertir bem agora, mais tarde serei um colosso para reconquistar o que quero. Agora, gozar, gozar e gozar!”
* Gozar a minha idade
Este é o caminho que imagina que pode ter na vida quanto e quanto jovem que começa ingressar nela. Resumindo: gozar agora, gozar no futuro. Gozar agora as despreocupações de minha idade. Gozar no futuro o prestígio e grandeza das idades que vêm. No fim da vida, não pensemos! Está tão longe, que não vale a pena pensar.
Já imaginaram que impressão tem um rapaz de 15 anos de um homem com 85 anos, por exemplo? É o fim, o outro polo: qual esquimó no Polo Norte poderia considerar um habitante do Polo Sul, ou seja, é quase um outro mundo. Não pensemos no fim, na vida eterna. Sobretudo não pensemos na vida eterna! Ela virá quando eu já tiver refletido sobre muitas outras coisas. De imediato, é ser alegre, dançar, pular, cantar, gozar, isto é viver a minha idade.
Aqueles que sentiram em torno de si outros jovens com a mesma inclinação, levantem o braço. O auditório inteiro levantou! É um perigo cheio de ilusões que se levanta.
Na realidade, esta é uma tentação sugerida pelo demônio. Sempre que ele promete alguma coisa, será precisamente o que tirará.
* Saudades da minha infância querida…
Como tantos dos senhores, graças a Deus, tive uma infância muito e muito feliz. Quando me lembro dela, vem-me ao pensamento a “Oração da Restauração”. Recordo-me da alegria áurea, tranquila, inteira, sem tempestade, de vontades de nada, mas recebendo calmamente e às carradas tudo quanto queria. Na inocência, gozando meus prazeres. Quando me lembro de tudo isso, antes das primeiras tentações na vida, tenho umas saudades que são realmente colossais!
Com certeza, nos seus quinze anos, quando se recordam de seus cinco, hão de ter também as mesmas saudades.
Figurem a seguinte situação:
Eu tinha em minha casa um quarto que era só para brinquedos. Como era o único menino da casa – havia meninas –, e naquele feliz tempo eles brincavam longe delas, tinha um quarto só para mim e só para guardar meus brinquedos. Meus gosto era ter soldadinhos de chumbo. Cheguei a ter mil e tantos deles… Eu dispunha-os sobre os ladrilhos do chão, formando paradas e marchas ideais. Envergavam uniformes dos mais variados, correspondentes aos mais diversos países. Ora eu os alinhava de um jeito, ora de outro. Abria o caminho para a passagem dos Chefes de Estado, a prestação de continência…
Lembro-me que este quarto de brinquedos dava diretamente para o jardim, que era, também, uma área de folguedo para mim. Tinha primos e amigos com quem brincava lá fora, corríamos de um lado para outro. Havia apenas uma coisa que me contristava ligeiramente – aliás, era manifestação de uma incapacidade que me acompanhou até cessar essa ditosa idade – não conseguia andar de bicicleta.
Quando se tratava de andar de triciclo, à vontade. Apoiar-me sobre duas rodas, não conseguia. Por uma razão: era muito distraído, e equilíbrio exige uma certa atenção. Mal dava acordo de mim, já estava no chão, porque começara a pensar noutra coisa.
Meus pais deram-me uma bicicleta estrangeira muito bonita, um pouco alta para meu tamanho. Eu cresci logo e fiquei na proporção dela. Montá-la, era outra coisa. Mandava-me para o chão infalivelmente.
O jardim era para mim outro regalo. Saía de meu quarto de brinquedos e olhava para o sol, que penetrava no ar despoluído da São Paulo de então. No bonito jardim que tínhamos, havia no centro uma árvore, cujo tronco era todo prateado e no qual vicejavam florezinhas douradas. Árvore que, creio, a maior parte dos senhores não conhece mais: a acácia. Era maravilhosa.
Todos eram lugares áureos para mim. Como ia crescendo, as brincadeiras com os soldadinhos iam ficando longe. Aos poucos deixei-os, sem saber bem qual foi a última parada que com eles fiz em minha vida, sem saber qual foi a data na qual eles como que morreram para mim. Eles passaram…
* As duas vias
Tive que entrar no colégio. Aí encontrei desde logo o contrário: a carranca da luta. Uma alternativa se me pôs: ou renunciar ao meu modo de ser, que recebera em minha casa, ou acertar o passo com o ambiente do colégio. Este seria um outro gênero de felicidade, mas dentro do pecado, do palavrão, da obscenidade, da combinação, tácita ou explícita, de alguns que estavam lá que, chegada a ocasião, no primeiro momento possível, frequentariam as casas de perdição; deixaria de rezar, de ter fé, tradições e apenas gozar uma vida moderna, cada vez mais moderna e mais acelerada, mais ateia e materialista.
Ou todos aqueles fogos áureos, aqueles sóis, poderia eu dizer, de minha infância se apagariam, renunciaria a tudo, e me jogaria na felicidade da modernidade; ou me conservaria fiel aos ideais que aprendera. Neste caso, seria o mundo inteiro pulando em cima de mim. E eu pulando, de assalto, em cima do mundo inteiro. [Palmas]
Naquela minha jovem idade – tinha então dez anos – o problema já se punha claro: se queria um mundo com pureza, com fé, com amor à verdadeira ordenação das coisas (o que procurava o serventezinho de bar [da peça teatral]), encontrei logo (não sei) no meu travesseiro, nos santos que decoravam meu quarto de dormir, sobretudo no sorriso de minha mãe. Este era um caminho.
Outro era o da perdição. Como este era fácil, suave, atraente. Até da parte de muitos dos mais velhos vinha o conselho: “Perca-se. Renuncie à Fé. Renuncie a costumes puros. Procure ser um jovem como os outros. Veja como eles se divertem. Corra, vá atrás deles! Não me diga aonde vai, porque não quero saber para não poder dizer que aprovei. Mas, olhe aqui, aconselhe-o. Vá para o reino da canalhada, que lá, sim, as pessoas se divertem. Aí você terá amigos, gente que simpatizará com você, por todos os lados. Procurar-te-ão a todas as horas do dia. Compreender-te-á em todos os instantes, e te ajudará em todas as aflições.
“Se você não for assim, mantiver a linha de sua pureza, de sua castidade, mantiver seus lábios limpos de qualquer palavra obscena ou porca. Sobretudo, mantiver seu coração limpo de qualquer imaginação impudica ou lasciva. Se você conservar ostensivamente sua Fé e rezar diante dos outros meninos de sua idade, como quem reza com vontade de rezar e ganhar o Céu, não te acontecerá nada, nem te matarão, não te apedrejarão… Porém, você será o grande ignorado, o grande abandonado. Teus amigos não continuarão com você. Isolar-te-ão e não quererão saber de você, porque serás o cacete. Você representará o dever, o ideal, a seriedade, a cultura, a Fé.
* A solidão tremenda do jovem reto
Estas coisas contrastam com a vida fácil de dever imoral que se diz que é própria à juventude, desde seu começo. Como você não segue seu caminho, não seguirão o seu. Terás que andar só pelo teu caminho, incompreendido, ilhado, às vezes caluniado. Você terá que fazer esse trajeto. Via tremenda e penosa”.
Podemos ter ideia de quanto a solidão é penosa para o homem, se se considerar que no paraíso terreno, onde tudo eram maravilhas, onde, ao cair da tarde, Deus vinha num sopro, como nos diz a Escritura, conversar com Adão – não há coisa que se possa comparar com isso – e, entretanto, Deus fez a reflexão: “Não é bom ao homem estar só”. Nem no Paraíso, onde Ele vinha à tarde conversar. E de uma costela de Adão formou Eva.
A solidão é um tormento para o homem. Antigamente, nas prisões, o que mais fazia sofrer era a solidão. Por exemplo, havia quem fosse condenado a dez ou vinte anos de solidão absoluta, de modo que não viam nem sequer o carcereiro. A comida passava por um buraco através da porta. A grande novidade para o encarcerado era ouvir os passos de quem lhe trazia o café da manhã, o almoço, o lanche, o jantar… E depois distanciando-se. Era só! Fora disso, era-lhe permitido olhar do alto de uma torre sobre toda a vastidão, onde se viam aldeias felizes, ricas.
Em certas horas tocava o sino da igreja, e via o povinho ir rezar. Noutras horas, à noite, via a aldeia alegrar-se, tocar música e começar a dançar: eram festas populares em praça pública.
Ele, olhando de longe, sozinho, sem conversar com ninguém, sem comunicar-se com quem quer que fosse. Ninguém sabia quem ele era. Era o homem misterioso do alto da torre, que foi preso lá por ter cometido algum crime, expiando no silêncio o mal que fizera.
Era parecido com esta a situação do jovem reto. Nos dias feriados, ninguém convidava. Por ocasião das férias, ninguém saía com ele. Durante os recreios conversava-se um pouco com ele uma ninharia. Enquanto todos eram amigões, ele era o grande diferente, o grande isolado, o grande boicotado. O problema se punha, o que escolher: o caminho do prazer ou do dever? o caminho de Deus ou do pecado? sofrer para cumprir o dever ou ser feliz e perder a alma?
Podem bem calcular quanto esses problemas, que acompanham o homem ao longo de sua existência, projetam, ao mesmo tempo, luz e sombra na mentalidade de um jovem de onze, doze ou quatorze anos. Os senhores passaram por tudo isso.
Podem imaginar quanto tudo isso atormentava de tal maneira que, às vezes, na minha solidão, pensava: “Em torno de mim estão todos felizes. Para seguir o exemplo dos outros, também estou rindo, dando a impressão que estou contente… Sozinho, com meus dez ou treze anos, sofro mais que todo o mundo nesta sala. Mas quero tomar esse rumo, quero tomar esse caminho, Nossa Senhora vai-me ajudar. É difícil e sinto a fraqueza de meus recursos. Rezar-Lhe-ei e pedir-Lhe-ei força e ajuda, e conseguirei fazer alguma coisa a Seu favor. Para a frente! [Palmas]
“Para a frente na luta! Uma resolução tomo: se tiver que beber a taça de tamanho amargor, não quero que aqueles que vierem depois de mim, não tenham a possibilidade de seguir o mesmo caminho, sem ter que beber tanta dor. Virá dia em que Nossa Senhora me dará forças para fundar uma organização [Palmas], em que todos os jovens bons, com fé e ideal, tenham oportunidade de se conhecer e formar seu próprio mundo: o mundo da virtude, o mundo de Nossa Senhora! Quase como que uma miniatura do futuro Reino de Maria! [Palmas]
Mundo onde todos possam conhecer-se, não para uns se arrastarem aos outros para a perdição, mas para formarem um grande círculo, fechando as mãos nas mãos, onde digam: “Aqui só entra quem é bom! Aqui só entra quem quiser seguir Nossa Senhora, propagar sua devoção, cumprir os Mandamentos e crê com toda a fé na Igreja Católica e quer restaurar a civilização cristã.
“Lá dentro vamos ter a altivez, a força, alegria de alma, a dignidade de quem se sente com direito de pisar firme no chão, porque a era de isolamento dos bons acabou!” [Palmas]
Houve um momento – e aqueles com quem confidenciei aspectos de minha vida passada, conhecem-no perfeitamente – em que senti cambalear no caminho do bem. Tive receio… Mas fui rezar numa igreja de São Paulo, a do Coração de Jesus, onde uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, de mármore alvo, parecendo feita de neve, sorria do alto de um altar lateral.
Tomado por toda a espécie de preocupações e aflições, ajoelhei-me diante dela, enquanto o padre começava a Missa. Era Domingo e eu queria cumprir o preceito de assistir a ela.
* Nossa Senhora Auxiliadora
Não foi uma aparição, tampouco uma visão. Não houve nenhum milagre. Tive a impressão, baseada não sei no quê, que aquela imagem me olhava, via-me, via dentro de minha alma e compreendia o drama no qual estava imerso. Sorria, como quem dizia: “Meu filho, reze para mim, que te ajudarei!”
Eu estava apenas no meu primeiro ano de latim, o que equivale a dizer que não sabia nada. Já tinha aprendido a rezar a Salve Rainha em português. Pensava, entretanto, que “salve” queria significar “salvai-me”. Com efeito, em latim, “salve” é uma saudação. Então, quer dizer mais ou menos assim: “Eu vos saúdo, ó Rainha!” Não sabendo disso, pensei que era: “Salvai-me! Ora, está uma circunstância em que preciso ser salvo mesmo!” E rezei-Lhe uma Salve Rainha com todo o fervor de minha alma.
Pedi à “Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa”, que me salvasse. E continuei: “A Vós bradamos os degredados filhos de Eva, a Vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas”. Gemendo, quanto!? Se não sou dado a choro, quanto pranto de alma, quanto pranto sem lágrimas, nesta alma que sofre tanto, numa idade tão prematura. Mas peço a Nossa Senhora”.
Vieram-me forças novas, e uma devoção a Nossa Senhora Auxiliadora que encontra sua manifestação mais recente neste nome dado ao auditório onde os senhores estão. Ainda é uma remota ação de graças por esse grande favor, em que os passos de minha vida se decidiram.
Enquanto isso, ia ficando homem, tomando conhecimento da Revolução e também da Contra-Revolução. Percebia quanto esta era fraca, e aquela forte. Percebia que todos aqueles que eram filhos da imoralidade e com o caminho traçado para a perdição, na idade de moços feitos em que andava com eles, eram favoráveis à Revolução. Eu pus-me claramente diante deles e declarei: “Sou a favor da Contra-Revolução!” [Palmas].
* Ó Revolução, havemos de ajustar as contas!
A ideia vinha-me clara: sou contra tudo isso! A imagem do comunismo começava a estender-se sobre todo o mundo. Pouco antes, o tzar da Rússia fora assassinado barbaramente em Ekaterinburg [também grafada como Yekaterinburg]. Odiei o comunismo. Que homicídio é esse, praticado contra o homem, cujo único pecado é ser tzar?! É uma razão para respeitá-lo. Eu respeito-o! Como esses canalhas o matam?! Matam barbaramente sua família. Encontro gente em torno de mim que acha que foi bem feito. Havemos de ajustar as contas! [Palmas]
Não foi só na Rússia longínqua, mas em nosso continente, no México, um avanço de comunismo, anticlerical e ateu, ordenava execuções em quantidade de mártires em território mexicano. Mas, como isto? Então, são mortos por que creem em Cristo? E eu creio que em Cristo, não tenho uma solução para o problema criado por essas mortes?! Seria preciso haver um exército de valentes que pusesse essa canalha no lugar.
* A TFP
Li uma vida de Carlos Magno e de seus pares. Encantei-me! A ideia primitiva de uma associação de moços bons florescia numa muito maior: a de uma Ordem de Cavalaria! [Palmas].
Depois de muitos tropeços e vai-e-vem e dificuldades, aglutinei o primeiro grupo de amigos. Algum tempo depois, tomou solidez e tratamos de fundar uma associação. Então, tratou-se de escolher o nome para ela. Eu pensei: vamos tomar três das instituições que o comunismo mais combate, e fazer delas nossa bandeira: “Tradição, Família e Propriedade”. Havia nascido a TFP! Estavam abertas as fileiras onde, hoje, os senhores estão. Ficou resolvido o problema do jovem servente do café “Nova Lisboa” [referido na peça teatral do início].
* Um conselho
Sobre tudo isto resulta um conselho de uma importância capital: querem seguir esse caminho? Se querem, peçam a Nossa Senhora as forças. Quando se sentirem fracos, peçam-Lhe forças. Quando precisarem perdão, peçam-Lhe perdão. Quando tiverem que fazer apostolado, peçam-Lhe ajuda. Sobretudo, quando tiverem que ser corajosos, investir contra o mal, façam força a Ela e invistam com vigor.
Este é o conselho que lhes dou como resultado da experiência de uma longa vida. [Palmas – Brados]
* * *
Para outras explanações a respeito da vocação (ou seja, chamado), consulte por exemplo:
Nunca se é pouco quando se é dirigido por Nossa SenhoraO que eu sou? O que devo fazer? Para onde vou? Qual é meu rumo? – Procure salvar MUITAS almas! – Conferência de encerramento de dias de estudos e entretenimentos para jovens que estão se aprofundando no conhecimento do ideal e da vocação da TFP
Vocação: o que é. A sublime vocação sacerdotal. O chamado para a TFP explicado por seu Fundador
Minha vocação: fazer a Contra-Revolução (Plinio Corrêa de Oliveira)