As primeiras luzes da inocência e formação da alma contra-revolucionária – A “alfândega” interior

Auditório Nossa Senhora Auxiliadora, Sábado, 1º. de outubro de 1994  – Santo do Dia

 

A D V E R T Ê N C I A

Gravação de conferência do Prof. Plinio com sócios e cooperadores da TFP, não tendo sido revista pelo autor.

Se Plinio Corrêa de Oliveira estivesse entre nós, certamente pediria que se colocasse explícita menção a sua filial disposição de retificar qualquer discrepância em relação ao Magistério da Igreja. É o que fazemos aqui constar, com suas próprias palavras, como homenagem a tão belo e constante estado de espírito:

“Católico apostólico romano, o autor deste texto  se submete com filial ardor ao ensinamento tradicional da Santa Igreja. Se, no entanto,  por lapso, algo nele ocorra que não esteja conforme àquele ensinamento, desde já e categoricamente o rejeita”.

As palavras “Revolução” e “Contra-Revolução”, são aqui empregadas no sentido que lhes dá Dr. Plinio em seu livro “Revolução e Contra-Revolução“, cuja primeira edição foi publicada no Nº 100 de “Catolicismo”, em abril de 1959.

 

 

Quando os senhores virem os poetas ou os literatos escreverem a respeito de sua infância, os senhores notem que eles sempre escrevem com saudades. As saudades é de uma espécie de época áurea da vida que eles tiveram, em que todas as podridões, todas as decepções, todas as dificuldades deste mundo de lutas não se tinha apresentado para eles, em que tudo era dourado, tudo era bonito, tudo era bom, tudo era aprazível, tudo era gostoso, e a criança vivia feliz no regaço de sua mãe.
Eu me lembro bem daquela poesia de Gonçalves Dias que talvez os senhores tenham aprendido a recitar no colégio: “Ai que saudades que eu tenho da aurora de minha vida, de minha infância querida, cujos anos não voltam mais”.
Gonçalves Dias era um grande poeta que no tempo dele teve muita importância, um homem de grande expressão no cenário nacional. Entretanto, ele que tinha chegado ao auge da carreira dele, ele que com certeza durante anos tinha ambicionado ser o que ele acabou sendo, ele tinha saudades do tempo em que ele não tinha o que tinha na maturidade, mas em que ele constatava que alguma coisa daquilo que ele tinha outrora, ele tinha perdido no caminho, e que isso que ele tinha perdido no caminho valia mais do que tudo o que ele tinha ganho, tudo quanto ele tinha conquistado.
Os senhores são tão jovens, entretanto algo disto já se passou com os senhores. Se eu não me engano, os senhores têm mais ou menos entre quinze e vinte anos, a média da idade dos senhores oscila entre uma coisa e outra.
Nesse período da vida quando a gente olha para a infância, a gente olha assim como uma coisa que a gente se lembra apenas um pouco. Mas quando se lembra às vezes alguma coisa fica, e a gente diz: “Aquilo como era?”
Eu me lembro que no meu quarto de brinquedos em minha casa – já que os senhores querem fatinhos – era um quarto destinado apenas a que minha irmã, uma prima que estava sendo educada conosco e eu, tínhamos mais ou menos a mesma idade todos, estudássemos. Então a Fräulein Mathilde dava as aulas dela lá.
Eu fazia as minhas ginásticas numa escada pendurada no teto e eu tinha que subir aquela escada várias vezes porque um médico ortopedista recomendava. Porque eu tinha um desvio na espinha, então tinha que fazer uma ginástica para corrigir o desvio da espinha. Eu detestava, mas era preciso, não tinha remédio, fazia mesmo.
Tinha essa escada e depois tinha um armário enorme cheio de livros didáticos que nós éramos obrigados a usar para compreender as várias matérias que estávamos estudando.
Eu me lembro que naquele tempo a educação era exigente com os jovens, com os muito mocinhos. Nós, quando utilizávamos esse quarto, tínhamos menos do que quinze anos. Aos quinze anos, nós deixamos o quarto completamente de lado.
Mas no quarto tinha uma coisa cujo uso era muito grande no meu tempo, mas que eu tenho impressão que no tempo dos senhores já estava completamente superado.
E que era o seguinte: em quartos de brinquedo para criança – era frequente uma casa ter quarto só para brinquedo de criança – ornavam as paredes com uma representação que era ao mesmo tempo barata e bonita. Eram quadros vindos da Europa representando quadros célebres.
Por exemplo, um quadro famoso, “A rendição de Breda” que foi pintada se não me engano por Velásquez. Era uma cidade holandesa que os espanhóis acabaram vencendo depois de um cerco do outro mundo.
Os holandeses muito turrões não queriam entregar Breda para os espanhóis. Os espanhóis, mais fogosos que os holandeses, armaram um cerco e entraram em Breda. Então veio o prefeito de Breda – o burgomestre eles diziam, mas era o prefeito – entregar ao general – Marquês de Spínola – as chaves da muralha da cidade. Eram restos de Idade Média que ainda existiam naquele tempo e várias cidades ainda tinham muros e portas. Em caso de cerco essas muralhas defendiam ainda; os guerreiros com armas de fogo subiam na muralha e atiravam no pessoal que estava embaixo. Mas eles protegidos pela muralha, de maneira que adiantava de alguma coisa.
Então o prefeito de Breda avançava, era um burguês rotundo, lembrando a peça do Cyrano [de Bergerac] que foi representada aqui. Não era o moço que representava, aquilo não tinha o aspecto que teria o homem imaginado pelo poeta, pelo Rostand, um burguês rotundo, obeso em tudo. A gente tinha impressão que ele era obeso até nas pálpebras. Com um ar assim risonho e com um chapéu na mão que tinha uma pena que quase arrastava no chão. O chão era a terra porque era fora da cidade.
O Marquês de Spínola, pelo contrário, um homem alto, quase esguio, não chegava a ser esguio, mas quase esguio, revestido de uma couraça brilhante dos pés à cabeça, com perneiras, com braçadeiras, com tudo de um metal brilhante, talvez de prata ou se não de prata, ao menos de um níquel muito bem trabalhado, e com uma faixa se não me engano cor-de-rosa que ficava amarrada ao cinto e que era o sinal de que ele era o general.
Então o burguês avançava assim como uma espécie de lesma gorda diante do altaneiro vencedor, e o vencedor com muita bondade pegava as chaves com uma mão e apertava a mão do vencido do outro lado, mas com uma espécie de consideração que só os homens de espírito mais elevado têm para com aqueles que eles vencem. Esmagar o vencido como uma criança esmaga uma taturana saindo de dentro todo aquele pus, isto um homem de alguma categoria não faz, de espírito mais elevado. Isso é para gente assim [de 5ª. categoria]…
O Marquês de Spínola era um homem, um general, então todos sorrindo. Tinha uns cavalos perto, tinha muralha.
Isso, por exemplo, podia ser um quadro para colocar impresso todo, estampa. Estampa é muito barato, eram quadros, portanto, baratos, e eram quadros dos principais pintores do mundo. Formavam assim maços nas livrarias e nas papelarias etc., maços assim, e a criançada chegava lá, escolhia o que queria com o caixeiro de olho para não deixar a criança estragar nada, puxava, era barato, comprava e levava tantos.
No nosso quarto, para adornar o quarto, tinha uma coisa diferente, que era um cachorro cuja marca eu não sei se existe com esse nome no Brasil – deve existir com outro nome qualquer – chamado dackel (?). Era um cachorro caseiro, a altura dele é mais ou menos daqui até ao chão, com umas orelhas grandes cobertas por um pavilhão de orelha enorme, mas que caía assim como se fosse uma peça de cortina aqui de lado.
Eram dois ou três, não me lembro bem, de um marrom claro muito reluzente, quase cor café com leite, e os dois ou três colocados com muito bem-estar. A gente tinha impressão de bichos que tinham acabado de comer e que estavam fazendo uma digestão ultra agradável e super contentes. Olhando assim e do modo deles estarem juntos deixando transparecer uma “amizade” muito grande. Entre animais não existe amizade, mas é um bem-estar de estarem juntos que os animais gregários têm.
Há animais que gostam de estar sozinhos, há outros animais que são gregários, que formam grupos e esses gostam de estar em grupo. Os cachorros muito frequentemente são gregários e esses o eram. Então havia um bem-estar de estarem juntos, um contentamento de estarem juntos.
Aquela tranquilidade que fazia bem para as crianças verem, para as crianças compreenderem que a alegria, a satisfação e o bem-estar não está só em correr, nem está só em fazer barulho, sobretudo não está só em excitar-se, que excitação é o erro e a calma é o acerto.
Esse quadro poderia ter como título – não tinha, eu nem me lembro se tinha título –: “Tranquilidade saborosa“. Porque era a tranquilidade e todos os gostos e sabores da tranquilidade estavam representados ali. E a criança que olhasse para aquilo ficava meio inclinada, meio propensa, por proximidade ela ficava meio propensa a também entrar naquele estado de espírito.
Debaixo desse ponto de vista, nós, entes humanos, tomávamos uma lição muda, mas muito expressiva, de um convite à tranquilidade.
Eu não saberia dizer o que eu estou dizendo agora, olhando aqueles cachorros não saberia dizer, era uma criança, frequentei aquela sala até eu fazer mais ou menos quinze anos.
Depois era um marco no meu tempo, não sei se continua sendo no tempo dos senhores, a gente era criança e tratado como criança até completar quinze anos. Antes dos quinze anos calça curta, meia que chegava só até ao joelho, joelho de fora, mas já vestia paletó e gravata e camisa com colarinho. Quando fazia quinze anos terminava a infância, então passava a ser mocinho, começava a usar chapéu, chapéu do tipo do que eu uso, colarinho, gravata naturalmente, paletó e calça cumprida.
O emblema de que a gente tinha passado um cabo na vida era a calça comprida. Em certas famílias até no dia da calça cumprida fazia uma festa, convidavam os outros e o menino aparecia pela primeira vez de calça cumprida.
Isto os senhores alcançaram ou não? Não? Mas hão de reconhecer que é interessante, e que é uma das muitas tradições que caíram.
Mas enquanto eu frequentei aquela sala, eu gostava de olhar para aqueles cachorros. Eu não sabia por que era, eu pensava que era pela cor deles. Foi só bem mais tarde que eu cheguei a perceber que não era a cor, a cor entrava por algo, mas era a calma tranquila deles, estável, que representava um valor que a criança deve ter, e que eu notava que meus companheiros de infância não tinham. Quanto mais barulho eles podiam fazer, mais contentes ficavam, quando eles podiam brigar, brigavam contentíssimos um com outro.
Às vezes uma chamada briga de travesseiro: cada um pegava um travesseiro e ia um em cima para o outro esmurrando. Não machucava ninguém porque travesseiro nunca machucou ninguém, mas era um modo de se mover etc. Depois fazer pilhérias, um caçoar do outro, a caçoada às vezes dava em empurra-empurra, o empurra-empurra às vezes dava em murro ou pontapé, depois dava numa reconciliação e a vida continuava.
Quando muitos anos depois eu entrei nessa sala de brinquedos, passei anos sem ir lá, e com aquilo fechado com os brinquedos, entrava só uma limpadeira para limpar e acabou, eu entrei de repente naquela sala e vi aqueles cachorros. Aqueles cachorros me lembraram tanta coisa, que dava para eu me lembrar do verso do Gonçalves Dias: “Ai que saudades que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais”.
O que é que eu tinha naquele tempo que me tornava análogo aos meninos de minha idade e o que é que eu tinha que me diferenciava deles?
Eu notava, nas horas de brincadeira, eu notava que éramos todos muito amigos, muito companheiros uns dos outros, mas que na hora em que eu entrava na brincadeira com eles havia qualquer coisa em mim que eu punha uma espécie de separação, sem dizer, entre eles e eu. Eles não percebiam, brincávamos e eles não percebiam. Mas em outras horas eu gostava de ficar sozinho, o que eles não gostavam. Ficar sozinho para eles eram um tormento; para mim muitas vezes era uma delícia.
Nessas horas [a] sós é que começava a haver em mim uma zona, para assim me exprimir, de minha personalidade, da qual, de próximo em próximo, em próximo, em próximo, através das décadas, nasceu a TFP.
Como é que isso se deu?
É que eu gostava muito da tranquilidade, gostava muito de estar sozinho ou lidando com algum brinquedo – creio que já contei isso aos srs. – , mas eu sozinho, ou então nada. Esses quartos de brinquedo eram preparados de maneira a terem um chão no qual a criança pudesse brincar no chão sem sujar-se. Eu então esticado no chão e pensando. Pensando no quê? Em tudo e em nada, muito mais em tudo do que em nada, e gozando a tranquilidade que eu apreciava naqueles cachorros.
Quer dizer, eu me sentindo só e sentindo em mim – é meio complicado explicar – eu me observava em mim mesmo enquanto as outras coisas refletiam em mim. Eu ouvia sons vindos, por exemplo, da rua, vindos de dentro de casa, vindos de música que alguém estivesse tocando em minha casa ou em alguma das casas vizinhas. Enfim, sons, perfumes, toda a espécie de impressões que vinham de fora, que se estabeleciam na minha alma e que produziam na minha alma um certo efeito, uma certa impressão. E eu gostava de ver essa impressão porque eu gostava de ver aquela coisa como era, depois gostava de ver aquela coisa como se refletia na minha alma.
Então, vamos dizer, no centro do jardim dessa casa era um jardim para brincarem assim umas quinze crianças dava bem, com canteiros, essas coisas assim, bem no centro houve, durante algum tempo, uma árvore que depois serraram não sei por quê. Abateram e puseram uma outra árvore com uma flor bonita chamada camélia. Eu não sei se os senhores conhecem a camélia.
Conhecem essa flor ou não? Já viram ou não? A título de curiosidade, os que já viram a camélia levantam o braço. É uma minoria.
É uma flor muito bonita que dá em árvore e é muito perfumada, tem um cheiro muito forte, muito intenso.
A árvore era linda, é a única árvore cujo tronco eu achava bonito. Em geral os troncos das árvores – os senhores podem ver aqui – têm cascas, são rugosos, entram bichinhos ali dentro. Eu não gostava.
Esse não, o tronco era prateado. Prateado com uma espécie de… não era casca, mas era à maneira de casca, uma espécie de azulado-cinzento que ficava do lado de fora da casca. Muito bonito.
Depois erguia-se com os vários ramos de tamanho muito proporcionado, formava uma copa bonita, e as folhazinhas eram todas feitas dessa espécie de veludo cinzento-prateado. Como flor dava umas bolinhas pequenas entre amarelo e dourado, todas feitas de fiozinhos que formavam uma espécie de esponjinha.
Essa árvore – eu acho que se os senhores não conhecem camélia não devem conhecer essa árvore também – é a acácia. Não sei se alguns dos senhores chegou a conhecer a acácia. Era uma linda árvore.
Eu gostava, por exemplo… Havia perto da acácia um caramanchão e nesse caramanchão um banco de madeira. Eu me lembro bem que pintado de verde, verde-garrafa. E eu me sentar e ficar olhando a acácia sem nenhum… nem nada, ali está a acácia e aqui estou eu. Eu olhava a acácia e a acácia produzia em mim certos efeitos agradáveis.
E eu gostava de receber esses efeitos, mas sobretudo eu gostava de analisar esses efeitos em mim. Eu quando recebo o perfume e a harmonia bonita desta acácia, o que é que se passa comigo? Passa-se algo por onde alguma coisa de culto e de civilizado penetra em mim.
É evidente. É diferente de olhar uma minhoca, por exemplo, que é um bicho feio, vil, é olhar uma acácia.
E eu gostava de ver como eu ficava mais flexível, como eu ficava menos selvagem olhando para a acácia e como com isto eu crescia em alguma coisa que eu não sabia o que era. Era alguma coisa que eu não deixava transparecer aos meus colegas, aos meus primos.
Porque se eu falasse isso para eles, eles dariam risada e me diriam: “Isso não vale nada! venha jogar futebol conosco que é melhor”.
Muitas coisas produziam em mim esse efeito. Uma das coisas que produzia o efeito mais profundo em mim era quando me caía nas mãos – o que acontece a todo o mundo no contato comum – uma fotografia de armaduras medievais. Aquela armadura brilhante com o cavaleiro segurando uma espada que era feita para matar de verdade, que era feita para brigar de verdade, aquela máscara, a viseira baixa, a cabeça toda dentro daquela caixa de metal que era para proteger a cabeça, nas mãos luvas de metal, perneiras, braçadeiras, eu gostava de olhar isso longamente.
Tinha a impressão que alguma coisa da robustez daqueles cavaleiros, daquela vontade indomável e daquela deliberação.
Os senhores me dirão: “Mas o que é que fazia com que as coisas repercutissem tão intensamente no senhor? O que é que fazia com que o senhor, numa idade ainda tão pequena, percebesse as diferenças entre uma coisa e outra e fizesse uma espécie de alfândega dentro do senhor? A acácia sim, armadura do cavaleiro sim, o boxe não. Mas o “não” já é de uma vez um não, não e não, e era não contra todo o mundo e de qualquer jeito”.
O que é que fazia isso? É que eu fora batizado. Era a inocência. A inocência e a habitação do Divino Espírito Santo na minha alma, enquanto eu não pecasse, a habitação do Divino Espírito Santo na minha alma. A tal ponto que havia um santo – eu não me lembro bem qual era – que quando via uma criança que acabava de ser batizada osculava a criança no peito e perguntavam:
– Mas por quê?
E ele dizia:
– Deus mora aí.
Eu sentia qualquer coisa de uma ligeireza de espírito para pegar tudo, para sentir tudo, para, à maneira de uma criança, analisar tudo (…) dos frutos bonitos postos por Deus na Terra e recusando as coisas que eu percebia que tinham parte com o pecado e com o demônio.
Essa inocência foi o começo do que veio a ser ao longo de minha vida aquilo de onde saiu a TFP. Mais do que a acácia, mais do que o cavaleiro, mais do que os dois cachorros, mais do que tudo isso os senhores estão vendo bem quem era [refere-se à Da. Lucilia, sua Mãe].
Um só olhar bastava para fazer em mim o que horas de acácia ou de cavalaria não fariam. Um timbre de voz, a sensação do carinho me batendo no rosto para agradar, tudo isso era mais do que tudo que eu falei.
Mais do que isto era eu olhar para a imagem do Sagrado Coração de Jesus, do Coração Imaculado de Maria, ir à Igreja do Coração Jesus, rezar lá, sentir alguma coisa que me envolvesse e que mais tarde eu saberia que era a graça dada pelo Espírito Santo na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, única Igreja verdadeira do único Deus verdadeiro.
Aí está, meus caros, a resposta à sua pergunta. [Aplausos]
[Pedido de sugestão de intenção a se rezar]
Para esta semana pedir a Nossa Senhora – enquanto Esposa do Divino Espírito Santo, que nEla gerou a Nosso Senhor Jesus Cristo – que dê aos senhores uma restauração da inocência, dessa inocência que a graça restaura muito além do que a gente pode ter perdido, para nós irmos alto nos firmamentos de Deus.

Nota: Para ler outros comentários de Dr. Plinio sobre o quadro “A rendição de Breda”, veja os “Ambientes, Costumes, Civilizações”, publicado no mensário “Catolicismo” Nº 71 – Novembro de 1956 – Conduz ao materialismo o vendaval igualitário.

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